Há muito tempo se ouve falar que a natureza é a nossa mãe maior, e que uma vez agredida ela reage com fúria desmedida. No que deveria evidenciar a necessidade de atitudes em relação a sua preservação. Entretanto têm prevalecido os ouvidos mocos de gananciosos capitalistas, vista-grossa dos insensíveis, do poder público, e a indiferença dos despercebidos.
Cabe perguntar, o que temos feito e o que devemos fazer para mudar o curso desta história?
Por ocasião do dia 22 de março, dia mundial das águas, diversas discussões a respeito foram travadas pelo mundo a fora, de forma que progressivamente o nó da gravata vem sendo apertado, no que felizmente tem forçado (ainda tímida) mudanças na postura da poderosa elite poluidora do planeta.
Nós, os brasileiros, sobretudo os conscientes, somos convocados à luta, pois além da Amazônia, está aqui também em nosso território 2/3 do aqüífero guarani, que é o maior manancial de água doce subterrânea do mundo, e se estende por sete estados; GO, MS, MG, PR, RS, SC E SP. A previsão de que em 2050, 2 bilhões de pessoas sofrerão com a escassez de água nos convida a dobrar nossa atenção aos desperdícios. Prática comum entre nós, principalmente as grandes empresas, mas o que choca mesmo é quando percebemos este descaso também por parte do poder público. Aqui em São Paulo, por exemplo, a Sabesp, nossa companhia de água, descobriu ser ela mesma, a maior responsável por grandes desperdícios. Pois, alto percentual da água captada e tratada por ela, se perdem por problemas na rede de distribuição, por vazamentos.
Para fazer a nossa parte, é necessário exigir dos nossos governantes e legisladores, políticas públicas que possam responder responsavelmente as demandas, além de campanhas educacionais capazes de elevar a conscientização sobre a questão.
É fundamental o papel de cada um, seja dando destinação correta ao lixo, disciplinando o uso da água, estimulando seu re-uso e denunciando os desperdícios.
Enfim, rompendo às velhas práticas prejudiciais, criando e cultivando hábitos saudáveis à vida e a natureza, vale lembrar, que sua agressão, será o nosso fim.
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